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Universo

SDO: Solar Dynamics Observatory mostra detalhes de um buraco coronal, fonte do vento solar


Buraco Coronal observado pelo SDO ao final de agosto de 2010. Crédito: NASA / Goddard / Time do SDO AIA

“Buraco Coronal observado pelo SDO em 23 agosto de 2010. Crédito: NASA / Goddard / Time do SDO AIA”


Este poderoso buraco obscuro e ameaçador, alastrando-se pela face do Sol, revelado pelo SDO, é o que chamamos ‘buraco coronal’ (coronal hole, em inglês). O ‘buraco coronal’ é uma região de baixa densidade, se estendendo acima da superfície do Sol, onde o campo magnético solar se abre livremente no espaço interplanetário.

Buraco Coronal

Os ‘buracos coronais’ têm sido estudados em ultravioleta e raios-X a partir do espaço desde os anos 1960. Estas estruturas solares são conhecidas por serem a origem do vento solar de alta velocidade, jorros de núcleos atômicos ionizados e elétrons livres que fluem para fora ao longo da abertura das linhas de campo magnético. Durante os períodos de baixa atividade solar (os mínimos solares), os buracos coronais geralmente cobrem as regiões pouco acima dos pólos solares.

Aurora fotogragada em Tromsø no norte da Noruega por Kjetil Skogli em 24 de agosto de 2010.

“Aurora fotogragada em Tromsø no norte da Noruega por Kjetil Skogli em 24 de agosto de 2010.”

Magníficas Auroras

Entretanto, este buraco coronal extenso dominou o hemisfério norte do Sol na quarta semana de agosto de 2010. A imagem dramática foi capturada em luz ultravioleta extrema por câmeras a bordo do Solar Dynamics Observatory. O vento solar gerado a partir deste buraco coronal desencadeou magníficas auroras na Terra.

Sævar Helgi Bragason: uma imagem de Bardastrond, Islândia publicada na Spaceweather.com (24 de agosto de 2010)

“Sævar Helgi Bragason: imagem de Bardastrond, Islândia, publicada na Spaceweather.com (24 de agosto de 2010)”

Fonte: Eternos Aprendizes

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Como funciona a alquimia das estrelas? A nucleossíntese dos elementos químicos no Universo

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturado em 2007 e de rádio fornecido pela rede de radiotelescópios Very Large Array NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturada em 2007, e de rádio fornecida pela rede de radiotelescópios Very Large Array da NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: http://www.chandra.harvard.edu

A fabulosa produção de elementos químicos mais pesados em explosões de supernova é algo que hoje em dia não mais nos surpreende. Mas, exatamente, onde e quando a nucleossíntese se processa? Isto ainda não está plenamente claro para nós. Além disso, as tentativas de modelar por computador os cenários de colapso de núcleo das estrelas ainda desafiam os limites de capacidade de processamento atuais dos mais poderosos computadores científicos do mundo.

Nucleossíntese estelar

A nucleossíntese estelar em estrelas de porte médio ou menores (até 10 massas solares) pode construir alguns elementos mais leves, tais como o Carbono (C), o nitrogênio, (N), o Oxigênio (O), o Neônio (Ne) e o Enxofre (S), além, é claro, o Hélio (He), que por sua vez é produzido em todas as estrelas do Universo, desde que se formam.

Decaimento Beta

Além disso, a produção de elementos mais pesados também pode ocorrer quando determinados ‘elementos que atuam como sementes’ capturam nêutrons para formar novos isótopos. Aqueles nêutrons capturados poderão a seguir sofrer o decaimento beta (β) que transforma estes nêutrons extras em um ou mais prótons. Estes prótons adicionais resultantes essencialmente significam que se formará um novo elemento com maior número atômico (o número atômico é quantidade de número de prótons em um núcleo).

Processo Lento

Mais além, as estrelas massivas, ao final de suas vidas, quando fora da seqüência principal, conseguem produzir toda a cadeia de elementos até o Ferro (Fe) e eventualmente alguns elementos ainda mais pesados, tais como, por exemplo, o Cobre (Cu), Zinco (Zn) e o Mercúrio (Hg), através do processo-s. Este “processo-lento” ou processo-s (s de ‘slow’ – ‘lento’ em inglês) de construir elementos mais pesados a partir do ferro (26 prótons) ocorre em geral nas gigantes vermelhas, gerando elementos desde o Cobre (Cu), com 29 prótons até mesmo o Tálio (Tl) com 81 prótons.

Processo Rápido

No entanto, o processo fundamental que efetivamente gera os demais elementos, compondo praticamente toda a tabela periódica, é chamado de processo rápido ou processo-r, que acontece em questão de segundos no colapso do núcleo de supernovas (nos tipos de supernova Ib, Ic e II). Muito mais rápido do que o processo-s (que atua passo a passo construindo constantemente ao longo de milhares de anos), os elementos que servem de sementes são bombardeados massivamente no processo-r por nêutrons livres e ao mesmo tempo são submetidos a desintegração por raios gama. Essa combinação frenética de forças e radiação de alta energia consegue construir uma ampla gama de elementos leves e pesados, nomeadamente elementos muito mais pesados desde o Chumbo (Pb – 82 prótons) até Plutônio (Pu – 94 prótons), que jamais serão produzidos pelo lento processo-s.

Na tabela periódica acima vemos os elementos fósseis do Big Bang, o Hidrogênio (H)  e o Hélio (He) em amarelo escuro. O Hélio (He) também é sintetizado em todas as estrelas no núcleo. Na cor laranja vemos os elementos formados em estrelas mais leves, quando estas saem da seqüência principal: Carbono (C), Nitrogênio (N), Oxigênio (O), Neônio (Ne) e Enxofre (S). As estrelas muito massivas conseguem sintetizar toda a cadeia até o Ferro (Fe) e alguns elementos mais pesados como o Mercúrio (Hg), mostrados em amarelo claro. Somente as supernovas conseguem produzir todos os elementos conhecidos. Além disso, os elementos brancos acima do Plutônio ( Pu ) podem ser gerados em um laboratório, mas estima-se que também se formam naturalmente nas supernovas. De qualquer forma, em qualquer caso, eles decairiam rapidamente depois de formados, daí sua difícil detecção no espaço. Crédito: North Arizona University

Na tabela periódica acima vemos os elementos fósseis do Big Bang, o Hidrogênio (H) e o Hélio (He) em amarelo escuro. O Hélio (He) também é sintetizado em todas as estrelas no núcleo. Na cor laranja vemos os elementos formados em estrelas mais leves, quando estas saem da seqüência principal: Carbono (C), Nitrogênio (N), Oxigênio (O), Neônio (Ne) e Enxofre (S). As estrelas muito massivas conseguem sintetizar toda a cadeia até o Ferro (Fe) e alguns elementos mais pesados como o Mercúrio (Hg), mostrados em amarelo claro. Somente as supernovas conseguem produzir todos os elementos conhecidos. Além disso, os elementos brancos acima do Plutônio (Pu) podem ser gerados em um laboratório, mas estima-se que também se formam naturalmente nas supernovas. De qualquer forma, em qualquer caso, eles decairiam rapidamente depois de formados, daí sua difícil detecção no espaço. Crédito: North Arizona University

Como uma Cebola

Antes da explosão de uma supernova, as reações de fusão em uma estrela massiva progressivamente são executadas através do processamento do hidrogênio, primeiro, gerando hélio, depois o hélio gerando carbono/oxigênio.

Camadas de uma estrela prestes a tornar-se supernova. Cada camada está processando a nucleossíntese, exceto o núcleo de Ferro que permanece estável crescendo até atingir a massa limite de Chandrasekhar.

Camadas de uma estrela massiva prestes a tornar-se uma supernova. Cada camada está processando a nucleossíntese, exceto o núcleo de Ferro que permanece estável crescendo até atingir a massa limite de Chandrasekhar.

A seguir formam-se camadas, como uma gigantesca cebola, onde se realizam a nucleossíntese do carbono, neônio, oxigênio e finalmente o silício. A partir daí surge o núcleo de ferro, um elemento por demais estável, que não pode sofre fusão posterior.

O colapso do núcleo de ferro

Progressivamente, quando o núcleo de ferro cresce ao ponto de atingir 1,4 massas solares (conhecido como o limite de Chandrasekhar ), o núcleo não consegue mais suportar a pressão e ocorre o colapso interno: o núcleo desmorona para dentro de si mesmo a quase um quarto da velocidade da luz.

Diagrama simplificado do cenário do colapso de núcleo estelar: (a) estrela massiva forma camadas de nucleossíntese dos elementos químicos em formato de cebola. A camada mais interior de Silício gera o núcleo estável de Ferro. (b) o núcleo de Ferro atinge o limite máximo de massa de Chandrasekhar e inicia o colapso, desabando e abrindo um vão dentro da estrela. (c) O núcleo interior é comprimido em nêutrons e a energia gravitacional é convertida em neutrinos. (d) Ondas de choque são formadas e se deslocam para fora do núcleo (vermelho). (e) As ondas de choque são revigoradas pela enxurrada de neutrinos. (f) Todas as camadas exteriores são expulsas para o espaço exterior, deixando apenas um núcleo degenerado de nêutrons, que formará uma 'estrela de nêutrons'.

Diagrama simplificado do cenário do colapso de núcleo estelar: (a) estrela massiva forma camadas de nucleossíntese dos elementos químicos em formato de cebola. A camada mais interior de Silício gera o núcleo estável de Ferro. (b) o núcleo de Ferro atinge o limite máximo de massa de Chandrasekhar e inicia o colapso, desabando e abrindo um vão dentro da estrela. (c) O núcleo interior é comprimido em nêutrons e a energia gravitacional é convertida em neutrinos. (d) Ondas de choque são formadas e se deslocam para fora do núcleo (vermelho). (e) As ondas de choque são revigoradas pela enxurrada de neutrinos. (f) Todas as camadas exteriores são expulsas para o espaço exterior, deixando apenas um núcleo degenerado de nêutrons, que formará uma ‘estrela de nêutrons’.

Este rápido desabamento gera um vão e o resto da massa estelar tenta preencher o hiato gerado pelo colapso do núcleo de ferro. Paralelamente o núcleo interno “salta” novamente para fora devido ao calor produzido pelo colapso inicial que o faz ‘inchar’. Isso cria uma onda de choque, como um ‘trovão descomunal’, que inicia o processo de explosão da supernova.

Ondas de Choque

Sucessivamente, os golpes das ondas de choque expulsa as camadas de gás ionizado ao redor da estrela, embora logo que este material que se expande para o exterior também começa a se refrigerar. Assim, ainda não está claro se processo-r de nucleossíntese acontece neste momento.

Mas o colapso do núcleo de ferro ainda não acabou. A energia gerada com a compressão do núcleo em colapso desintegra uma enorme quantidade dos núcleos dos átomos de ferro fragmentando-os em uma pletora de núcleos de hélio e nêutrons livres. Mais além, os elétrons se fundem com os prótons para formar mais nêutrons, de modo que o núcleo da estrela, após essa rejeição inicial, estabelece-se como um estado novo estado da matéria formado de nêutrons comprimidos, essencialmente uma “proto-estrela de nêutrons”.

Enxurrada de Neutrinos energéticos

Algum tempo depois o novo núcleo de nêutrons é capaz de se estabilizar, devido à liberação de uma enxurrada de energéticos neutrinos que transporta o calor para fora do núcleo.

É este vento expansivo de neutrinos vento que comanda o resto da explosão. Ele alcança e golpeia as camadas já ejetadas do exterior da estrela progenitora reaquecendo a matéria em expansão e adicionando impulso. Os pesquisadores (referências abaixo) têm proposto que é esse evento de impacto do vento de neutrinos (o “choque reverso”), que é o responsável pelo processo-r.

Estima-se que o processo-r em si dura apenas um par de segundos, mas pode ainda demorar uma hora ou mais para que a frente supersônica de rajadas de explosão cheque até a superfície da estrela, oferecendo mais algumas contribuições de elementos pesados nos escombros estelares que comporão a nebulosa remanescente da supernova.

Fonte

Eternos Aprendizes


Filme “Skyline” e a procura por vida em outros planetas

Caros pimpolhos,
Venho trazendo em 1ª mão, um post de outro mundo…

Produzido com um baixo orçamento, o filme ‘Skyline’ começa quando o governo dos EUA envia uma mensagem para o espaço, visando encontrar vida alienígena.

Meses depois, luzes estranhas descem sobre a cidade de Los Angeles, e uma força extraterrestre começa a abduzir os seres humanos.

Skyline’ ganhou o primeiro cartaz, que é tão legal quanto o trailer. Na arte, vários humanos são abduzidos pelas naves alienígenas.

Mas será que existem pessoas que procuram vidas alienigenas, a resposta é sim…

Cena final do episódio "Aliens" da nova série de Stephen Hawking "Into the Universe with Stephen Hawking", no Discovery Channel. Crédito: Discovery Channel/Darlow Smithson Productions Ltd.

A raça humana poderia ser varrida da face da Terra, se os alienígenas que sabem da nossa existência e se aproximarem da Terra? Isto foi o que o cientista britânico Stephen Hawking alertou no domingo passado. Mas como poderiam efetivamente os alienígenas invadir a Terra?

Até hoje, os alienígenas têm brutalmente atacado nossas naves, que foram raptadas como por bárbaros, nos tem abduzido e realizaram experiências com os humanos com frieza e sem piedade, temos sido alvejados com raios da morte. Claro, todos esses crimes foram cometidos apenas na ficção científica, em livros, filmes e séries da TV.

Há os especialistas, como Stephen Hawking, Seth Shostak e David Morrisson, que dedicaram suas carreiras a um estudo cuidadoso das possibilidades de contato com extraterrestres. Eles ressaltam: não há nada a temer.

Seth Shostak do instituto SETI que busca por civilizações extraterrestres

Seth Shostak

“Nos filmes, os alienígenas têm vindo até a Terra apenas por duas razões”, conforme Seth Shostak, astrônomo líder do instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, que busca pela inteligência extraterrestre), nos lembra:

  1. Vieram aqui para encontrar um recurso ausente (ou esgotado) em seu planeta natal;
  2. Querem nos usar para algum experimento obscuro de reprodução não autorizada.

Seth Shostak alega que “estas são situações que têm sua origem em nossos medos primários de ficar sem os recursos que precisamos para sobreviver de forma independente ou ser incapazes de nos reproduzir”.

Esta mensagem de rádio foi enviada para o espaço em 1974 pelo observatório de Arecibo em Porto Rico. Esta mensagem continha uma série de 0's e 1's tentando significar números entre 1 até 10, os elementos hidrogênio e carbono, a representação da molécula do DNA, uma figura de um humano e imagens básicas do Sistema Solar. O sinal foi enviado na direção do aglomerado globular M13. Crédito: Frank Drake (UCSC) et al., Arecibo (Cornell, NAIC)

Esta mensagem de rádio foi enviada para o espaço em 1974 pelo observatório de Arecibo em Porto Rico. Esta mensagem continha uma série de 0’s e 1’s tentando significar números entre 1 até 10, os elementos hidrogênio e carbono, a representação da molécula do DNA, uma figura de um humano e imagens básicas do Sistema Solar. O sinal foi enviado na direção do aglomerado globular M13. Crédito: Frank Drake (UCSC) et al., Arecibo (Cornell, NAIC)

Na realidade, é até lógico pensarmos que os extraterrestres querem fazer algumas destas coisas, disse Shostak. As viagens espaciais são extremamente caras e exigem uma enorme quantidade de recursos.

“Tudo o que temos aqui pode também ser encontrado onde os ETs vivem!”, exclamou Shostak. Se houvesse algum recurso na Terra que não exista no planeta dos alienígenas (talvez por ter sido esgotado), certamente haveria uma maneira muito mais fácil dos alienígenas obtê-los ou produzi-los do que realizar uma longa jornada até a Terra para coletá-los.

Além disso, se uma civilização alienígena é suficientemente avançada para embarcar em uma viagem interestelar provavelmente esta inteligência extraterrestre teria já desenvolvido máquinas robóticas extremamente avançadas, disse Shostak. Se os ETs quisessem realmente investigar o nosso planeta, seria mais óbvio enviar para cá algumas dessas máquinas do que vir pessoalmente. “Nós não vamos ver uma porta se abrir de uma nave e um estranho alienígena sair deixando seu interior”, disse ele, “mas sim, existe a possibilidade de vermos algum dia um braço robótico alien.”

David-Morrison é astrobiólogo da NASA

David Morrison

David Morrison, diretor do centro de investigação espacial NASA-Ames (NASA Ames Research Center), concorda com que um contato direto com inteligências extraterrestres é altamente improvável. Os contatos serão provavelmente sob a forma de ondas de rádio  ou outros mecanismos, enviados a partir de uma civilização para outra, afirmou o exobiólogo.

“Estamos ouvindo sinais de rádio”, disse Morrison, “e podemos até assumir que qualquer civilização que das quais nós recebamos sinais é mais avançada que a nossa.” Só há um século que desenvolvemos a tecnologia para enviar e receber ondas de rádio , assim se um sinal alienígena vem de um distante exoplaneta a centenas ou milhares de anos-luz de distância, conseqüentemente tal civilização emissora deve ser mais avançada que a nossa, alegou Morrison.

Morrison duvida de que alguma civilização alienígena avançada venha algum dia nos trazer algum dano. “Alguém uma vez sugeriu que, se uma civilização pode sobreviver por milhares de anos, provavelmente esta já terá resolvido os problemas que nós temos. Eu espero que sim”, disse Morrison.

Em 1977 as espaçonaves Voyager 1 e Voyager 2 foram lançadas ao espaço carregando discos de ouro contendo imagens e sons para mostrar aos supostos extraterrestres uma visão da vida inteligente na Terra. Crédito: NASA

Em 1977 as espaçonaves Voyager 1 e Voyager 2 foram lançadas ao espaço carregando discos de ouro contendo imagens e sons para mostrar aos supostos extraterrestres uma visão da vida inteligente na Terra. Crédito: NASA

Jack McDevitt

Mesmo que os alienígenas inteligentes existam, saibam da nossa existência e tem a habilidade de viajar para longe no espaço, é altamente improvável que irão algum dia enviar um exército ou o equipamento necessário para lançar um ataque sobre a Terra, disse o escritor de ficção científica Jack McDevitt. “Imagine reunir uma força de invasão planetária, apenas acondicionados em recipientes em uma jornada de muitos anos”, disse o escritor.

Jack McDevitt é escritor de ficção científica cujos livros em geral tratam de contatos entre humanos e extraterrestres.

Embora os contatos entre humanos e alienígenas tenham sido uma parte importante em muitos dos livros de ficção cientifica escritos por McDevitt, ele mesmo não acha que tal contato belicoso venha a acontecer. Os invasores demorariam muito tempo para chegar ao planeta Terra, e uma civilização capaz de tal façanha não deixaria que as suas forças de combate exerçam tal intrincada tarefa.

Definitivamente, “temos problemas muito mais importantes com que se preocupar”, falou McDevitt.

Invasão dos aliens - Stephen Hawking: o gênio da ciência apresenta a nova e imperdível série "O Universo de Stephen Hawking" no Discovery Channel.

Fiquem com o Trailer do Filme SKYLINE (Clique Aqui)


Beleza da chuva de meteoros chamou a atenção em vários países

Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa.

Um belíssimo fenômeno tomou os céus na madrugada desta sexta-feira em várias partes do mundo. Uma chuva de meteoros Perseidas pôde ser vista a olho nu, maravilhando um grande úmero de pessoas, sobretudo no Hemisfério Norte.

Segundo informações da BandNews TV, o fenômeno foi observado com mais facilidade em países como Inglaterra, Áustria, Espanha, Macedônia, México e Estados Unidos.

No Brasil, o melhor horário para assistir ao “show” ocorreu entre 0h30 e 2h30, mas a visibilidade foi muito menor que nos países do norte.

A chuva de meteoros Perseidas acontece cada 133 anos, quando rastros do cometa Swift-Tuttle são vistos da Terra. As partículas de poeira chamam a atenção à medida que cortam os céus.

Os meteoros têm o tamanho de um grão de areia, mas criam uma imensa massa de calor ao atingir a atmosfera terrestre, a mais de 200 quilômetros por hora.

Fenômeno também foi registrado em Grazalema, sul da na Espanha.
Fonte: Band e G1


Sptizer revela complexas moléculas de Fulereno (composto cristalino de carbono) no espaço

Spitzer revelou a assinatura de presença de fulerenos no espaço, ilustrados nesta concepção artística. Crédito? NASA/JPL-Caltech

Um grupo de astrônomos descobriu no espaço a assinatura da presença  dos fulerenos pela primeira vez, usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Estas curiosas moléculas têm uma estrutura parecida com o formato de uma bola de futebol. Os fulerenos foram descobertos há 25 anos atrás em laboratórios e são a terceira forma mais estável do carbonos, após o diamante e o grafite.

O nome ‘fulereno’ deriva da semelhança com as cúpulas geodésicas do arquiteto Buckminster Fuller, que têm círculos de encravamento na superfície de uma esfera parcial. Os cientistas estimavam que estas moléculas existiam no espaço, mas sua detecção só foi conseguida agora pela pesquisa utilizando o olho infravermelhos do Spitzer.

As maiores moléculas do espaço

“O que nós descobrimos agora consistem nas maiores moléculas que já encontradas no espaço,” afirmou o astrônomo Jan Cami da Universidade de Ontário Oeste, Canadá, e do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA. “Estamos particularmente interessados porque têm propriedades únicas que as torna importantes em imensos tipos de processos físicos e químicos no espaço.” Cami é o autor do artigo sobre da descoberta publicado na revista Science.

Os dados obtidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra as assinaturas das bolas de carbono C60 e C70 no espaço. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Ontário Oeste

As moléculas de fulereno C60 são compostas por 60 átomos de carbono arranjados em estruturas esféricas em três dimensões. Os seus padrões alternantes de hexágonos e pentágonos coincidem com uma comum bola de futebol preta-e-branca. A equipe de pesquisa também descobriu o parente mais alongado, conhecido como C70, pela primeira vez no espaço. Estas moléculas consistem de 70 átomos de carbono e têm uma forma mais oval parecida a uma bola de rúgbi.

A equipe de Cami inesperadamente descobriu as bolas de carbono em uma nebulosa planetária conhecida como Tc 1. As nebulosas planetárias são os escombros ejetados de estrelas moribundas, como um dia nosso Sol fará, que expulsaram suas camadas exteriores de gás e poeira à medida no final do seu ciclo de vida. Uma estrela quente e compacta, uma anã branca, no centro, ilumina e aquece estas nuvens de material em expansão.

A estrutura cristalina do Fulereno C60 lembra o modelo da bola de futebol usada na copa de 1970.

Estas moléculas complexas foram descobertas nestas nuvens, talvez refletindo um curto estágio na vida da estrela, quando expele material rico em carbono. Os astrônomos usaram o espectroscópio do Spitzer para analisar a radiação infravermelha da nebulosa planetária e observar as assinaturas espectrais do fulereno. Estas moléculas estão aproximadamente à temperatura ambiente, a temperatura ideal para emitir padrões distintos de radiação infravermelha que o Spitzer pode detectar. De acordo com Cami, o Spitzer simplesmente observou o local ideal na hora ideal. Daqui a um século, estas moléculas poderiam se tornar frias demais para serem detectadas no infravermelho.

Os dados do Sptizer foram comparados com medições de dados laboratoriais e mostraram uma concordância perfeita.

“Não planejamos esta descoberta,” acrescenta Cami. “Mas quando observamos estas assinaturas espectrais, soubemos imediatamente que havíamos detectado uma das moléculas mais procuradas.”

Em 1970, o professor japonês Eiji Osawa estimou a existência destas moléculas, mas estas só foram observadas em laboratório 15 anos depois, em 1985. Os pesquisadores simularam condições nas atmosferas de estrelas gigantes velhas e ricas em carbono, nas quais foram detectadas cadeias de carbono. Surpreendentemente, estas experiências resultaram na formação de grandes quantidades de fulerenos. As moléculas são encontradas na Terra em fuligem gerada pelas velas, em camadas rochosas e em escombros de meteoritos.

O estudo dos fulerenos e de seus similares ganhou importância devido à força única das moléculas e às suas excepcionais propriedades físico-químicas. Entre suas potenciais aplicações destacam-se o uso em blindagens, reforço em armaduras, embalagem de medicamentos e tecnologias de supercondutores.

Sir Harry Kroto, que partilhou o prêmio Nobel da Química de 1996 em conjunto com Bob Curl e Rick Smalley pela descoberta destas moléculas, afirmou: “Esta importante descoberta fornece provas convincentes da existência de fulereno, como se suspeitava, desde tempos imemoriais nos recantos mais escuros da nossa Galáxia.”

As pesquisas prévias destas moléculas no espaço, em particular em torno de estrelas ricas em carbono, não tiveram sucesso. Um caso promissor para a sua presença nas tênues nuvens entre as estrelas foi apresentado há 15 anos atrás, usando observações em comprimentos de onda ópticos. A descoberta está a aguardar confirmação de dados laboratoriais. Mais recentemente, outra equipa do Spitzer anunciou provas de fulereno num diferente tipo de objeto, mas as assinaturas espectrais que observaram foram parcialmente contaminadas por outras substâncias químicas.

Fonte: Eternos Aprendizes


Uma chama no céu

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O projeto VISTA é um ambicioso projeto com o objetivo de obter imagens profundas  no infravermelho próximo que está sendo conduzido pelo Observatório Europeu Austral (ou ESO na sigla em inglês). Na verdade, VISTA é o nome do telescópio de 4 metros que está operando no deserto do Atacama, no Chile. Ele é, por enquanto, o maior telescópio do mundo dedicado a realizar grandes projetos astronômicos.

Um desses projetos é chamado de VHS, dedicado a obter imagens do hemisfério sul celeste com profundidade e detalhamento sem precedentes. Outros projetos que prometem bastante são a busca por estrelas variáveis na Via Láctea, um mapeamento da Grande Nuvem de Magalhães e a procura pelas primeiras galáxias do universo!

A imagem liberada nesta quarta-feira (11) mostra a Nebulosa da Chama (também conhecida como NGC 2024), um berçário de formação de estrelas visível na constelação de Órion. Em imagens no visível, as estrelas em formação são completamente obscurecidas pelo gás e poeira da região, mas nas imagens no infravermelho próximo como essa, é possível ver um aglomerado de estrelas muito jovens quase no centro da foto.

A Nebulosa da Chama está bem no Cinturão de Órion, um alinhamento de três estrelas mais conhecido como “As Três Marias”. Aliás, a estrela azulada na parte superior à direita é uma delas. Além de NGC 2024, podemos ver NGC 2023 logo abaixo do centro, mas nesse caso trata-se de uma nebulosa de reflexão,  com um aglomeado de estrelas não tão jovens no centro.

Reparando bem, no canto inferior direito está a famosa Nebulosa da Cabeça do Cavalo.

Programa para a madrugada
Você tem programa para a madrugada do dia 12? É que entre a alta madrugada desta quinta e o amanhecer da sexta-feira 13 acontecerá o pico da chuva de meteoros Perseidas. Esta é uma chuva associada ao cometa Swift-Tutle, ou seja, ocorre sempre que a Terra cruza a trilha de destroços deixadas por esse cometa de 130 anos de período. A maior parte desses destroços (partículas de poeira e micrometeoritos) está em órbita há pelo menos mil anos, mas um filamento de material novo surgiu  em 1862.

Este ano a taxa esperada é de 142 meteoros por hora. A Lua não deve atrapalhar, pois está no início da crescente. Só que essa é uma chuva mais adequada de ser vista no Hemisfério Norte.

Os meteoros cruzam o céu, mas parece que têm a mesma origem na Constelação de Perseus que é bem ao norte. As regiões Norte e Nordeste são as mais promissoras para observar essa chuva, basta olhar para o Norte-Nordeste. Não é necessário nenhum equipamento, talvez uma cadeira de praia para ficar mais confortável de se observar.

As demais regiões brasileiras devem perceber a chuva ocorrendo através de um aumento do número de meteoros avistados durante a noite. Somente os muito brilhantes serão notados cruzando o céu, vindos do Norte, isso se a meteorologia permitir!

Fonte: G1